Porque é que os Investidores preferem as Obrigações

Apesar das obrigações serem uma das opções mais seguras para investir, há vantagens e desvantagens que deve considerar antes de tomar uma decisão.
Abaixo, apresenta-se uma lista, não exaustiva, de algumas vantagens e desvantagens.
Algumas vantagens:
• Rendibilidade – as obrigações são instrumentos construídos para oferecerem um rendimento fixo pré-determinado ao investidor. O emitente faz o pagamento do cupão numa data específica por um valor específico. O preço de reembolso e o pagamento de juros estão consignados na emissão e não se alteram ao longo da duração da obrigação.
• Diversificação – o investidor de capitais corre sempre o risco de declínio do mercado de capitais. Para compensar este risco, o investidor pode subscrever obrigações uma vez que a performance de títulos de participação e obrigações têm uma relação inversa.
• Proteção – as obrigações que pagam um rendimento fixo podem ser importantes na ajuda ao investidor perante uma recessão económica ou deflação. Obrigações ligadas à inflação podem também atuar como uma proteção do poder aquisitivo dos seus investimentos face à inflação, porque o montante de capital está indexado à inflação, definido por ocasião da emissão. 
• Capitalização – as obrigações de cupão zero permitem ao investidor poupar dinheiro para cumprir objectivos de longo prazo, como é o caso da reforma. Com um desconto acentuado, estes títulos requerem um investimento inicial baixo com previsão de crescimento ao longo dos anos. 
Algumas desvantagens:
• Falência – as empresas (e por vezes, também, as entidades locais) podem declarar falência e por consequência deixarem de pagar os seus empréstimos. As únicas obrigações sem risco são as obrigações emitidas pelo Estado.
• Pagamento antecipado – algumas obrigações podem ser pagas antecipadamente. Neste caso, o reembolso cobre o montante de investimento inicial, bem como, os juros auferidos até essa data mas não serão pagos juros futuros a que o investidor teria direito se a dívida não cessasse com a amortização antecipada.
• Por exemplo, um investidor subscreve uma obrigação a 10 anos a 9% de taxa de juro, mas que é amortizada após 6 anos. Esse investidor receberia os seus €10.000 (principal) de capital inicial investido acrescido de apenas €5.400 de juros acumulados, equivalentes aos 6 anos em que esteve em vigor. No entanto, não receberá o juro que esperava aquando do investimento inicial, a 10 anos.
• Mais importante ainda, se uma empresa decide fazer o reembolso antecipado, a probabilidade das taxas de juro serem mais baixas é elevada. Além disso, pode ser difícil encontrar uma obrigação que pague a mesma taxa de juro igual à anterior, a 9%.
• Inflação crescente – Se a taxa de inflação sobe, a taxa de juro resultante do capital inicial investido desvaloriza. Se essa obrigação for transacionada no mercado, de modo a obter uma rendibilidade mais elevada com outro instrumento financeiro, o investidor corre o risco de perder parte desse capital inicial. Obrigações indexadas à inflação podem contrabalançar este risco.
• Vender  antes da maturidade – Se decidir vender a obrigação antes da data de maturidade, dependendo das taxas de juro atuais ou correntes, há o risco de se vir a receber menos do que se investiu. Se as taxas de juro subirem, o valor de uma obrigação pode descer. Pelo contrário, quando há descida das taxas de juro, o valor de uma obrigação tende a subir acentuadamente.  Para evitar o clima de incerteza, muitos investidores individuais preferem manter as suas obrigações até estas atingirem a maturidade.