Como começar

O investidor individual dispõe de vários métodos para escolher e fazer os seus investimentos:

  • Por si próprio.Através dos jornais, de relatórios anuais, prospetos, livros, websites financeiros e de outros media, o investidor individual analisa e escolhe diretamente os fundos de investimento ou os valores mobiliários que pretende comprar. Seguidamente, recorre a um intermediário financeiro que introduz as suas ordens em Bolsa.
  • Com a ajuda do banco ou de um intermediário financeiro. O investidor individual consulta o seu banco ou um intermediário financeiroantes de investir e de negociar. Os bancos, as sociedades corretoras e as sociedades financeiras de corretagem dispõem de funcionários especializados que não só asseguram a intermediação das ordens dos investidores junto da Bolsa, como também podem prestar assistência na escolha dos investimentos a fazer.  
  • Assistido por um consultor financeiro. O investidor individualpodeigualmente recorrer a um consultor financeiro para decidir onde e como investir. Se for caso disso, o consultor financeiro poderá ainda informar o investidor sobre quais os seguros necessários, qual o orçamento familiar mais adequado, como elaborar um plano fiscal ou um plano financeiro. Pelos serviços prestados, o consultor financeiro cobrará uma comissão sobre cada investimento realizado, ou um valor anual correspondente a uma percentagem do total dos ativos que gere para o investidor, ou ainda uma combinação dos dois. Em qualquer dos casos, o consultor financeiro deve apresentar ao investidor um documento onde constem todos os valores das comissões ou honorários devidamente discriminados, antes do investidor tomar qualquer decisão de investir.   

O plano financeiro de investimento
Quer o investidor individual recorra a um profissional ou não, deve sempre determinar os seus objetivos e elaborar um plano de investimento. No entanto, a forma como as pessoas investem varia muito, dependendo dos rendimentos, dos objetivos, da idade e da personalidade, entre outros fatores.

Para delinear um plano de investimento, é necessário avaliar a situação financeira e os objetivos do investidor: Qual o orçamento para cobrir as despesas diárias de alimentação, alojamento, vestuário, saúde, transportes, entretenimento? Qual o valor reservado para situações de urgência, acidentes, doença e desemprego? Quanto será necessário para despesas importantes e previsíveis, como por exemplo, alojamento, educação dos filhos e reforma?

Relação risco-recompensa: Escolher os veículos de investimento
A capacidade do investidor para assumir riscos é crucial para determinar a estratégia de investimento. O investidor pretende que os investimentos cresçam lenta mas regularmente durante várias décadas? Ou prefere maior rendibilidade imediata, arriscando-se a eventuais perdas? A maioria dos investidores procura uma carteira equilibrada com uma combinação de valores mobiliários — uma mistura de ações, obrigações e papel comercial.

Depósitos a prazo, certificados de depósito e papel comercial são investimentos de baixo risco e de baixa rendibilidade. São sobretudo adequados para investimentos de curto ou médio prazo, quando o rendimento pode ser necessário esta semana ou dentro de um ano ou dois.

No outro extremo encontram-se os investimentos de risco elevado, como sendo a compra de títulos de empresas mais pequenas ou menos visíveis ou obrigações com juros elevados e rating reduzido. Estes investimentos oferecem normalmente maior rendibilidade que os investimentos mais seguros, por exemplo ações blue chip e obrigações de nível superior. No entanto, os investimentos de maior risco implicam mais probabilidades de perda.

No caso dos investimentos de prazo mais alargado, ou seja, de vários anos, todos os mercados bolsistas oferecem as melhores taxas de rendibilidade. Tal como sucede com todos os investimentos, quanto maior for o risco, maior é geralmente o rendimento.